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Multas trabalhistas por ponto incorreto: o guia 2026

Quanto custa uma fiscalização do MTE encontrar irregularidades no ponto? Veja as multas mais comuns, valores e como evitar com sistema digital.

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O que a fiscalização do MTE procura

Quando um Auditor Fiscal do Trabalho aparece na sua empresa, ele tem um checklist específico para o controle de ponto. Os itens mais comuns:

  • Existência de controle de jornada (obrigatório se mais de 20 funcionários).
  • Aderência à Portaria 671 (REP correto).
  • Geração de AFD acessível.
  • Pagamento correto de horas extras e adicionais.
  • Respeito a intervalos intrajornada e interjornada.
  • Limite legal de jornada.

As multas mais comuns e seus valores

As multas variam conforme o porte da empresa e a gravidade. Os valores abaixo são por funcionário/infração e refletem a tabela CLT:

  • Não manter controle de jornada: R$ 40,25 a R$ 4.025,00 por funcionário (art. 74, §2º + art. 47).
  • Sistema de ponto não atendendo Portaria 671: R$ 402,53 a R$ 4.025,33 por colaborador prejudicado.
  • Não pagar hora extra corretamente: dobro do valor devido + multa adicional.
  • Não conceder intervalo intrajornada: 50% sobre cada hora suprimida + multa.
  • Não respeitar interjornada (11h entre dois dias): hora extra + multa.
  • Adicional noturno não pago: retroativo de 5 anos + 50% de multa, mais correção monetária.

O cálculo é por funcionário, não por empresa. Em uma fiscalização que pega 30 colaboradores irregulares, mesmo a multa "leve" multiplica.

O que aumenta a multa

  • Reincidência: dobra automaticamente.
  • Falta de boa-fé: rasura, ponto britânico, testemunha mentindo.
  • Extensão temporal: mais tempo de irregularidade, mais alto o piso.

Como o sistema digital reduz risco de multa

  • Inviolabilidade nativa elimina o "ponto britânico".
  • AFD pronto em segundos, gerado pelo sistema (não precisa terceirizar pra contador).
  • Cálculo automático de adicional noturno, hora extra e intervalos.
  • Auditoria por geolocalização e foto — defesa robusta contra alegações.

Em fiscalização real, ter o sistema certo e o relatório à mão geralmente termina o processo em advertência. Sem sistema, vira auto de infração.

O custo invisível: ações trabalhistas

A multa do MTE é uma parte. A outra parte são as reclamações trabalhistas individuais que florescem quando a empresa tem ponto bagunçado. Cada uma costuma custar R$ 5 mil a R$ 50 mil em condenação + honorários, e até R$ 100 mil em casos extremos. Saiba como o controle de ponto protege na justiça.

Multa do eSocial

Independente do MTE, o eSocial tem multas próprias por inconsistência entre folha e jornada declarada. Tipicamente R$ 201,27 a R$ 402,54 por evento errado. Pra uma empresa com 40 funcionários e 12 meses de erro, vira R$ 96 mil só de eSocial.

Plano de adequação rápida

  1. Hoje: avaliar se sistema atual gera AFD e atende Portaria 671.
  2. Esta semana: migrar pra sistema homologado (digital, REP-P).
  3. Próximas 2 semanas: recalcular folhas dos últimos 5 anos pra ver passivo trabalhista oculto.
  4. Próximo mês: rodar primeira folha 100% no sistema novo.

Veja como implantar ponto digital em 7 dias.

Conclusão

Não é "se" sua empresa será fiscalizada — é "quando". Empresas com ponto digital saem ilesas; empresas sem, pagam pesado. Investir R$ 100-300 por mês em um sistema decente é o melhor seguro contra multa e processo trabalhista que existe.

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